Sábado

Na mesa ao lado um homem e uma mulher conversam sobre família e trabalho. Têm a minha idade e são amigos.  Em um certo ponto ele diz que não vê a hora de se aposentar e que quando o fizer vai descansar por  bom tempo em algum lugar que o tratem bem. Depois vai ser útil de alguma forma, algo como voluntário. A mulher também quer ser útil após se aposentar. 

Há sempre o medo do tédio, do ficar parado, do esvair-se, do murchar. Eu já sinto tudo isso quando trabalho, porque minha contagem interna de tempo de serviço não bate com o da Universidade. Ao me aposentar não vou ficar parada, vou inuciar um novo caminho.

Mas não sei ler o futuro no fundo da xícara de café e não sou muito hábil com um GPS…

  

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