Old (slower) times

Sempre que entro na Dulca parece que o tempo para. O tempo, claro, não para, quem para sou eu e é por isso que eu gosto de lugares como a Dulca ou a Ofner ou o Gato que ri.
São locais que me remetem à minha infância, algo como essas boias que se usam nas competições de barco a vela. A gente vai vivendo, de vez em quando vê algo que marca um momento passado e dá uma diminuida, uma contornada no marco, mas segue em frente.
Eu gosto de barcos e gosto de barcos e de água. Servem de metáfora pra muita coisa. Por exemplo, numa corrida de barcos a embarcação vai indo super veloz e, quando chega o momento da curva, reduz a velocidade para fazer a volta. A impressão que se tem é que o barco voltará prá trás, mas é ilusão. Esse “giro di boa”, como chamam os velejadores italianos, faz parte do percurso que vai chegar a um final. De indas e vindas, curvas lentas e rápidas é feita essa vida. Às vezes o vento está soprando forte, às vezes é calmaria.
A Dulca serve também pra isso: porto em tempos de calmaria e âncora em tempos corridos.

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