Le temps pendu

Vivo um momento peculiar, já que a “normalidade” e a rotina se converteram no diferente e no imprevisto. Além disso, minha natural agitação, que me leva a estar sempre em movimento (inclusive nos sonhos) está enfraquecida e, embora eu me desloque, o faço do ponto A ao B e depois até o C e de volta ao A.

Sempre gostei da carta do enforcado (le pendu) no tarô. Achava que ela a que melhor me representava, já que sempre me vi como uma pessoa de ponta cabeça. Acho que estar suspensa, entre momentos diferentes da minha vida, ainda sem saber qual o caminho a seguir e ao mesmo tempo sem poder seguir nenhum, já que estou suspensa é o que sinto hoje. Sem desespero, sem pressa. Como o enforcado da carta do tarô.

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Angela Carter

Fui ler Angela Carter há muitos anos, quando ainda lecionava na Unesp – Assis. Uma colega da área de literatura inglesa, Cleide Rapucci fazia seu doutorado e fui à defesa da tese. “For the record” certamente a melhor defesa que vi em minha curta vida de público de defesas de tese, já que outras experiências desastrosas nas três universidades públicas do nosso estado me afastaram para sempre da pantomima que a maioria é  (a defesa, não necessariamente a tese). Naquela tarde , entretanto, tudo o que foi dito e discutido sobre Angela me fez querer ler o que aquela escritora inglesa, falecida cedo, em 1992 havia produzido. Não li muito, mas li The bloddy chambres e um outro no qual Angela rescrevia fábulas francesas numa chave feminista, além disso  já conhecia The company of wolves, o filme de Neil Jordan baseado no livro de Carter.

Agora a BBC 4 (rádio) em seu programa Book of the week, traz a biografia de Angela escrita por Edmund Gordon. Por enquanto só dois dos 5 episódios foram transmitidos e  sido bem interessante porque Angela continua sendo uma escritora que me faz querer ler.

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Ler pra acordar

Há pessoas que leem para dormir. Eu reservo a noite para tv e neflix. Agora que ajustei a rotina de tomar o café na lanchonete do bairro , posso ler de manhã. Sendo uma pessoa diurna, essa é a melhor e mais prazeirosa opção. Hoje iniciei Liar’s club da Mary Karr , a qual descobri através de um  vídeo . Mary e Helen Mcdonald debateram num evento o tema memórias e vi o a conversa no Youtube.  À época lia H for Hawk d Helen Macdonald, mas fiquei fascinada com a personalidade e erudição de Karr.  Poucos dias depois fui para Los Angeles, aproveitei e comprei Liar’s club. Lembranças que me levaram a escrever este post, que será memória em poucos segundos.

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Little steps

Há tempos em que não dá sair da calçada. Os passos ficam curtos e o caminho sem surpresas. Chato, mas inevitável.

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Insomnia

Mental note: Portished as a soundtrack for insomnia. 

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Yorkshire

Completamente imersa no universo de Sally Wainwright. Tanto que a estrada parecia me levar aos seus vales.

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Bargaining

Bargaining

You ask for coherence

when I’m running short of it.

Would some sobriety do?

Maybe a bit of sincerity?

Integrity is no longer an option?

Well, handshakes spread germs anyway.

 

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